
“Os pecados ecológicos precisam estar na pauta das catequeses, no sacramento da penitência. Há que se falar em pastoral ecológica, no combate ao capitalismo selvagem que destrói o meio ambiente. Esses são pecados que desagradam a Deus e ao próximo”, afirmou o prefeito para o Dicastério para a Comunicação, Paolo Ruffini.
Os bispos afirmaram que as pessoas precisam enxergar que não são donas da terra, são hóspedes, e que proteger a natureza não significa dizer não ao desenvolvimento. Todos concordaram que a tecnologia não deve ser vista como obstáculo, mas ferramenta para um novo modelo de desenvolvimento sustentável.
Entender a gravidade da destruição ambiental, o peso como pecado e como ameaça para o futuro do Planeta, também foi destaque na fala dos cientistas. Carlos Afonso Nobre, que recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 2007 por seu trabalho sobre Mudanças Climáticas, afirmou que, se não houver uma mudança de mentalidade voltada para o fim do desmatamento das florestas, principalmente a Amazônica, a ciência aponta para um colapso.
“Se a Amazônia alcançar um nível de desmatamento entre 20 a 25% da área total, a parte destruída já não será mais capaz de se regenerar e a floresta vai entrar num processo de transformação em savana. Já estamos num patamar de 15 a 17% de destruição, muito próximo ao ponto de colapso, de não retorno ao que era antes”.
O Sínodo da Amazônica, no Vaticano (Itália), conta com a participação dos bispos de Mato Grosso, que formam o Regional Oeste 2 da Conferência Nacional do Brasil (CNBB). E dom Neri José Tondello, bispo de Juína, é o bispo referencial das Comunidades Eclesiais de Base (Cebs).
Com Manuela Castro – CNBB



